Por descuido, deixo cair farelos de pão
para os pássaros espalhados em minha cama,
sobre o lençol…
Eles não se movem,
e nem poderiam!
São da estamparia…
Minha unha esmagada na porta não dói,
mas continua roxa…
Vem! Ouve a fala de alguém que não existe…
É falha, é falsa, é rouca,
é triste…
E espalha dúvidas entre os homens
como se fôssemos pássaros
E ela, alpiste…
Interferências…
Euna Britto de Oliveira- 22/08/1987
