Obeliscos

Falo o pré-histórico: o homem da caverna corre atrás da caça
e com lasca de pedra sangra a presa e corta-a.
Alimentar-se é preciso!
A fome é pré-histórica,
o falo é pré-histórico.
Obeliscos beliscam o infinito…

Água de alambique amolece vontades…
O belo e a verdade sempre foram oferecidos aos homens.
Vi tesouros hititas e sejucidas, palácios otomanos,
construções monumentais,
templos gregos e ruínas do tempo em que a humanidade
já era a humanidade,
empreendia a guerra e dominava os fracos,
apreciava o ouro, o mármore,
as artes, as esculturas perfeitas, o luxo, o poder!…

Zonas sísmicas não fazem cismar os espíritos de aventura
e os que não têm onde morar…
Constróem sobre passados e futuros tremores de terra,
o que interessa é o presente!

Passa de mão em mão um baralho
com desenhos de cenas eróticas de antigos amantes gregos e seus costumes pagãos…
Os gregos eram fortes e instintivos, atléticos, criativos…

Passado de grego!
Presente de grego?…

Euna Britto de Oliveira