Lá vem a PAZ em grandes letras!…
O sonho que não coube
dentro da noite
está para acabar…
O sonho que não coube
dentro da noite
está para acabar…
Uma por uma,
amontoei lágrimas,
conservadas a seco durante anos…
Àquele que faz acontecer,
ofereço-as em forma de letras…
Meu coração andou doendo abismos…
Logo, logo, essa dor será de ontem.
Minha santa francesa é Tereza,
a do Menino Jesus e da Sagrada Face.
Louvado seja Deus em minha fragilidade!
Um medo mais forte
pode me partir ao meio!
Procuro a torre mais próxima
como se fosse o primeiro seio,
e mamo o leite incriado
de Deus atravessado em minha frente!
Amanhã dormirei mais.
Hoje, permaneço assentada.
Minha cama está fria, vazia,
obscura e óbvia,
estreita.
Belo Horizonte – Janeiro de 1985.
Euna Britto de Oliveira
