Retomo a mão do meu namorado,
é quente, côncava, cuidadosa…
Mesmo que todos desapareçam,
se você permanecer,
o mundo estará povoado…
Era assim que eu pensava quando amava
com esse amor utópico, tópico, tropical…
Escorrega em meu abismo e deslisa a longa metade de mim…
Quando essa porta se fecha,
não se abre nunca mais?…
E o que é nunca mais?
Meu coração esbarrancado, todo escorado,
pulsa como novo!
Uma vez mais!…
Euna Britto de Oliveira
