Feito caldo de feijão,
fervo e esfrio,
na mesa de um rei sem riso
e sem fome.

Na madrugada, a lua.
Estou perdida…
Começando tudo,
e não acabando nada!

Nunca comi caviar,
mas ainda quero provar!
Nunca fui a um motel.
Existem tantos!!!…
Mas o lucro deles
não deve ser abençoado…
Não falo com boca de soberba,
pra não ser castigada!
Quero ir não!

As pessoas dormem,
adultos roncam,
crianças ressonam,
e os motivos de alegria
permanecem os mesmos,
em qualquer tempo.

Nas rodoviárias,
o entra-e-sai de gente,
que se desloca,
por mil e um motivos!…

Êh, mundo velho!
Tirado do berçário cósmico!…

Coitada da humanidade!
Como pode viver assim,
tão cheia de saudades do paraíso,
mas tão sem juízo?!…
Através de imitações,
acertos e erros,
vai seguindo e aprendendo!…
Até esvaziar seus dias
e desocupar seus guias!…

Euna Britto de Oliveira