Verdade

Inteiramente desnuda,
A verdade passeia dentro de mim,
Como se eu fosse uma praia de nudistas…
A verdade nua e crua!

A vaidade, suada de tanto desafiar o destino,
Desfila pelas avenidas da cidade grande,
Atrás de objetivos,
Atrás de objetivas…

Como se pode gostar tanto
E querer tanto a moeda de duas faces,
Uma fácil e outra difícil,
Uma frágil e outra edifício?
Uma é virtude,
A outra, vício…


Nova Viçosa, setembro de 2003.

Euna Britto de Oliveira