Consolador, Deus me cuida…
Trabalha-me com anos, meses,
semanas, dias…
Horas, minutos, segundos…
Carinha-me com filhos, amigos…
Protege-me e conforta-me com livramentos!!!
E com uma chuva torrencial que lava a cidade
de Belo Horizonte, na manhã de 11/12/05,
e cai no telhado da casa, no pátio,
com a maior vontade!!!…
O ar está limpo e invade meu quarto,
meu peito…
Gosto de chuva!!!…
Parabéns, Deus!
O que seria de La Fontaine
sem uvas para a raposa de sua fábula?…
O que seria de mim
sem a vinda de tuas chuvas?!…
Chuva de água,
chuva de poemas…
Em vez de chuvas ácidas,
Tuas chuvas de Bênçãos!!!…
Ai, que aragem boa!
Gosto mais da chuva quando estou à toa…
Pra dirigir, no perigo das estradas, também gosto!…
Não nas estradas de terra,
que atolam e escorregam…
Nas estradas asfaltadas e bem demarcadas, sinalizadas.
Nas auto-estradas da vida,
em carro bem revisado,
eu mesma bem avisada, bem acompanhada!…
Pra chegar a bom termo e em paz!…
Puxa, rapaz!
Como foi bom aprender dirigir,
a digerir distâncias que me separavam do sonho!…
Realmente,
na direção de um carro,
sou outra gente!
Você, que me ensinou a dirigir,
quando precisar de mim,
de carro ou a pé, eu direi:
— “Presente!”
Cinestésica, cada movimento certo lembra-me uma lição!
Cada ameaça de erro lembra-me uma correção…
De coração,
Obrigada, sempre!…
Euna Britto de Oliveira
