Em garatuja e gata suja
Eu pensei outro dia.
Gata suja de borralho…

A morte do amor
É muito mais triste
Que a morte de gente.
Quando o amor morre,
Não se vai a mais longe algum,
E os pertos ficam insuportáveis!

Quando o amor morre,
A casa fica em desordem.
A desolação estampa-se em toda parte!…
Mas ao amor não se enterra.
Ele vira cinza
E brasa apagada.
É triste.
É muito triste!
A vida desbotada,
E as tinturarias inexistem.

Numa mesa de pano verde,
Mais uma sorte está lançada!


BH – 1984

Euna Britto de Oliveira