Flanelas molhadas não aquecem,
Resfriam-se…
Basta-me um documento para provar quem sou.
No dia em que nasci
Fez uma tarde bonita.
Nasci às 15 horas.
Acrescentei mais um chorinho aos choros do mundo!…
Depois,
Sorri
Chorei
E me calei.
Em estado
De pedra
Permaneci.
Muda
Imóvel
Perplexa!
Com um pequeno mar dentro de mim.
Até que minhas próprias ondas me arrebataram
E se arrebentaram em minhas paredes interiores,
Arremessando-me ao mundo!…
Então, reapareci,
Renascida do frio
Da pedra
Da emoção engolida e não digerida
Não condizente com o plano de Quem me criou!…
Resfriam-se…
Basta-me um documento para provar quem sou.
No dia em que nasci
Fez uma tarde bonita.
Nasci às 15 horas.
Acrescentei mais um chorinho aos choros do mundo!…
Depois,
Sorri
Chorei
E me calei.
Em estado
De pedra
Permaneci.
Muda
Imóvel
Perplexa!
Com um pequeno mar dentro de mim.
Até que minhas próprias ondas me arrebataram
E se arrebentaram em minhas paredes interiores,
Arremessando-me ao mundo!…
Então, reapareci,
Renascida do frio
Da pedra
Da emoção engolida e não digerida
Não condizente com o plano de Quem me criou!…
Viver é nascer, morrer e renascer
Todos os dias!…
Jamais esquecer de renascer!
Tal qual o Sol!…
Sem acusar,
Sem recusar,
Jamais!…
Belo Horizonte, Junho de 1991
Ilustração: Aditi Mangaldas – dançarina indiana
A bailarina e coreógrafa Aditi Mangaldas e a sua companhia têm tentado incorporar influências contemporâneas na vertente clássica da dança indiana. Dançada tanto por homens como por mulheres, o “kathak” desenvolveu-se sob a influência das culturas hindu e muçulmana e muitas vezes foi veículo de mensagens de amor. As coreografias são acompanhadas por instrumentos tradicionais indianos.
Euna Britto de Oliveira
