Samaritana

Ainda compro a fonte de jardim
com a Samaritana e seu pote,
a água entornando-se sobre o
seu corpo semi-vestido!…

Colocarei no jardim.
Essa fonte me fará bem.
Lembrarei do Evangelho sobre a mulher
da qual o Mestre enxergou até a alma!…
Vendo a representação da antiga mulher,
lembrar-me-ei do Mestre!…

Numa fábrica de vasos,
fontes e estátuas
para decoração, em geral,
à margem da auto-estrada Fernão Dias,
perto de Belo Horizonte,
a Samaritana espera o dia em que
voltarei para buscá-la…
De cimento, é grande
e muito pesada,
difícil de se transportar!…
Mas, como diz o ditado,
“O difícil, a gente faz.
O impossível, a gente tenta!”
Hei de conseguir transportá-la!

Levarei a fonte.
Ligarei a água.
E me ligarei a mais essa fonte de calma!
Lavarei a alma!…


BH, 23/05/2005

Euna Britto de Oliveira