Brisa

A brisa varreu meu corpo
Com jeito de benzedeira
Que limpa a aura com um ramo…
Não mais piabas presas na garrafa!
Nem sereias à espera dos pescadores
Que foram jogar tarrafa…

As coisas soltas no ar
São papéis voláteis, poesia,
Pedaços de sonhos,
Soluços de carpideiras,
Pedras desintegradas,
Felicidade e paz
Para serem adivinhadas…

Euna Britto de Oliveira