O começo é água… o fim é fogo!

Se depender de mim,
Nunca irei a Abrolhos;
Nem mesmo a Coroa Vermelha,
Que é mais próxima do continente.

Os barcos, nem tanto,
Mas as canoas me fascinam
e me vacinam
Contra as grandes águas…
Umas pequenas travessias e uns passeios
Perto das margens,
É só a isso que me exponho.
Só a necessidade me levaria mais longe…

Vou e volto,
E a luz do quarto
Tem a mesma intensidade,
É a mesma luz do parto
Que eu quase vi,
Ao qual quase assisti, ainda menina!…
A vida passa mesmo!
E a gente também passa.

As pessoas já eram previdentes
E providentes
Desde sempre,
E o serão depois…
Era tudo tão normal, tão natural!
Mesmo quando não existíamos.
As fotos mostram a normalidade,
A ancestralidade da felicidade
E da infelicidade…
Há fotos de passeios ao Corcovado,
As elegantes antigas,
As famílias dos políticos…

Passa, passa
E repassa, vida!…

Se eu fosse um vulcão,
Queria mais era estar em
Constante erupção!…
Um sonho impossível,
Para mim
E para qualquer vulcão!


Euna Britto de Oliveira