Silêncios profundos na alma,
Coração desarvorado,
Voragens de pensamentos
Varrem-me a felicidade…
Não posso me entregar ao desânimo.
Conheço a cor do desalento – é cinza.
Os casamentos, como certos versos, são brancos.
Penso dobrado em Deus.
Caio – Ele me levanta!
Atraso – Ele me adianta…
Foi-se embora o príncipe
Do princípio de uma nova era…
Sei quem me edifica
E quem me destempera.
Sou duas em uma
Ou sou uma e várias…
Coração desarvorado,
Voragens de pensamentos
Varrem-me a felicidade…
Não posso me entregar ao desânimo.
Conheço a cor do desalento – é cinza.
Os casamentos, como certos versos, são brancos.
Penso dobrado em Deus.
Caio – Ele me levanta!
Atraso – Ele me adianta…
Foi-se embora o príncipe
Do princípio de uma nova era…
Sei quem me edifica
E quem me destempera.
Sou duas em uma
Ou sou uma e várias…
Era uma vez o que eu sou.
Trêmula, seguro a caneta e o papel.
Para que mais pensar em fossas?
É alto demais o céu,
Mas nos alcança e salva!
Ainda temos de purgar umas penas…
A comutação da pena para mim
É a escrita.
Euna Britto de Oliveira
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