Descendo a serra de Petrópolis…

A moça a meu lado
Fotografa a serra…
Eu serpenteio a estrada
Com olhos de quem procura
Um lugar
Para habitar entre essas árvores…
O prazer de ontem ainda é o mesmo prazer de hoje,
Meus gostos não mudam de lugar:
Banhos de mar,
Paisagens, fotografia,
Água morna, em vez de fria…
O morro fuma a nuvem e vive de raios de sol!
A pedra me passa uma mensagem:
Bagagem pesada, fica.
Não se leva nada de nada.

Não gosto que me confisquem a janela
Nem do carro,
Nem da casa,
Nem do avião…
“Os olhos são as janelas da alma.”
Através deles, mesmo que não queira,
Mostro-me por dentro!

Filete forte de água
No dorso da montanha negra
De granito
É um espetáculo
Que vence a mesmice
De certos momentos,
Trocam-se os pensamentos…

Euna Britto de Oliveira