Por hora, oro.
Se choro, não me curo,
Apenas me misturo com o sal da lágrima
Que molha e humilha…
Vou vivendo cada dia como quem empurra uma pedra
Para chegar aonde não sei.
A não ser as coisas do Céu,
Que são para sempre e todas boas,
É difícil suportar qualquer pedacinho do sempre,
Qualquer amostra do nunca!
Custo a esperar um bem desejado que nunca vem,
Que sempre não chega!
Custo a esperar o que suponho que seja um bem…
A angústia humana, experimento.
É desumana.
Se os corações se fecharem,
Como Deus vai estar no meio?…
De onde nos venha o perigo,
De proteção, Deus nos cerque!
“Per omnia saecula seculorum!…”
Amém.
Euna Britto de Oliveira
