Ensaio para um novo tempo…

Gosto de pontes.
De muralhas, não.
Palavra é ponte.
Verbo é de ligação.
Gerúndio, movimentação!…
Só pergunta “CADÊ?” aquele que não vê.
Só, do lado de cá,
Alguém pergunta pelo sol
Que não vê chegar!…
Muralhas impedem a visão!

O que se há de fazer
Quando tudo já está feito?
À revelia de mim,
Uns dizem SIM,
Outros dizem NÃO.
Paredes proíbem visitas
Como pais severos proibiam encontros,
No tempo da escravidão…
As grossas paredes invisíveis dos meus impossíveis
E a intransferível lição:
A cada morte, segue-se uma ressurreição!….


Belo Horizonte, 11/02/2014

Euna Britto de Oliveira