Sério!…

Sério!…
O fragor das grandes águas não me incomodaria agora;
Incomoda-me o chiado da pouca água na fonte azul de golfinhos,
Água pequena, que escorre a pulso,
Chiando a vontade de ser rio!…
Economicamente, flui com dificuldade.
Nem riacho é!

A dor? — nem se fala!…
Mas o intervalo entre o amor e a dor é custoso!…
Até cair no vazio, a alma sofre
Porque antevê o buraco negro
Que é a ausência do amor!

Era de tantos risos o andor da Alegria!…
Carregada nos ombros,
Nenhum cansaço sentia,
Só curtia!…
Agora?
Fiquei Rute, para contar a história…
Desde que o mundo é mundo,
É a mesma liturgia:
Quanto mais agonia, mais poesia!…
Em Ação de Graças,
Missa do Padre Célio Maria Dell’Amore, no Calafate,
E trigésimo dia…


Belo Horizonte, 05/05/2014
SEGUNDA-FEIRA

Resposta do Poeta Helbert Vinícius Faria:
Enquanto uns estão em alegria
Outros aclamam a missa lembrando do fatídico dia.
Passam noites, passam dias…
E o advento de um novo dia
Chegará como uma melodia!
Para sofrermos menos
Vamos levando a vida com muita filosofia!
Na liturgia da celebração
Deus nos pede muita sabedoria!!

Euna Britto de Oliveira