Se deixarem,
Eu fico no campo de girassóis,
Indiferente ao giro dos ponteiros dos relógios!….
Fico elogiando Deus pela ideia de ter criado essa flor
Tão amarela, tão grande e tão bela!
Se deixarem, eu fico
E crucifico qualquer tristeza
Pois nenhuma delas combina com essa beleza!
Mesmo se não deixarem
E me levarem para longe dele, eu fico!
Tanto quanto Van Gogh,
Eu amo os girassóis!
E quando a gente ama, fixa, foca,
Fica!
Hoje, estou num campo de cáctus,
Que também são belos,
Posto que são verdes e esperançosos
E, apesar de seus espinhos,
Prometem flores!!!…
Serão brancas, grandes, puras!….
Mas planto entre eles imaginários girassóis
Porque os trago comigo!
Belo Horizonte, 10/06/2014
MENSAGEM DA PRIMA E POETISA JIÇARA MARTINS:
Querida, esse poema foi em minha homenagem?! rsrs
Desde criança amo os girassóis. Eles exercem sobre mim um fascínio quase sobrenatural.
Ainda pequenina, ficava tentando vê-los girar. Magia pura. Coisas de Deus.
Andam sumidos dos jardins, comuns na minha infância, mas presentes, sempre, na alma.
E ” filosofava..” .O amarelo, o giro, o sol…E continuo” filosofando ” ao me deparar com eles,
O GIRO DOS GIRASSÓIS.
Beijos, prima do coração.
Jiçara
E os cáctus… Quantos ensinamentos contidos neles.
Os espinhos da vida são evolutivos, nos protegem para ” o depois”.
Jiçara Martins Fernandes dos Santos
Euna Britto de Oliveira
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