E da resposta com dois pontos,
Travessão — e a voz de Deus
Soando como um trovão,
É daí que se recomeça
Quando se engana o caminho…
Trovas para quê?
Para quem?
Quando o Céu semeia Amém,
Nossas mãos fechadas nada podem receber.
Se o coração se abre, abrem-se as mãos
E o sol felicita a solidão,
Trazendo-lhe a companhia da luz!
É na luz que os homens
Enxergam onde estão,
Onde estiveram,
Para onde vão!…
É na luz que os homens caem
Em si!
Nem tudo se perde no tempo perdido.
A consciência da perda de tempo
É um grande ganho!
Recomeça-se do ponto de interrogação
E da resposta com dois pontos,
Travessão — e a voz de Deus
Soando como um trovão!…
Travessuras,
Travesseiros,
Travessias,
Pontes, muros,
Claros, escuros,
Pontos de partida,
Progressos,
Retrocessos,
Processos de evolução!…
Senhor,
Segurai-me pela mão!
Não permitais que eu me perca!…
Peço-Vos para mim e meus irmãos:
Descaminhos, não!
Enganos podem durar anos!…
E nos distanciar de Vossos planos!…
Descarinhos, nâo!…
O que se fez por amor,
Não se deixa cair no chão!…
Em qualquer caminho, o amor é pão!
Belo Horizonte, 21/06/2014
Euna Britto de Oliveira
