Não por maldade mas por curiosidade
Quando criança
Vivendo na fazenda
Rasguei uns dois ou três pintinhos
Para ver e entender como um ovo ganhava vida
Ganhava penugem
E saía correndo pelo terreiro atrás da galinha
Dizendo piu-piu!…
Era transformação demais para a minha compreensão!
Era mágica!
Lembro como se fosse agora:
Afastei ao extremo as mini -perninhas
E sem pena
Vi romper-se a pele!…
Era uma carninha amarelada
Com vasinhos sanguíneos por cima…
Outro, para confirmar!
E mais outro!
Pronto!
Agora, já chega,
Devo ter pensado…
Curiosidade satisfeita,
Cobri os pintinhos com o pó de serra que forrava o chão do poleiro….
Mais tarde…
– “Quem fez isto?… ”
Perguntou meu pai, indignado.
Nunca se descobriu quem foi!
Podia ser qualquer um, menos eu.
Eu era santa.
Ai que vontade de revelar a verdade para meu pai agora!
Mas não posso.
Não consigo rasgar o véu do mistério
Que é o paradeiro dos que já se foram…
Quando criança
Vivendo na fazenda
Rasguei uns dois ou três pintinhos
Para ver e entender como um ovo ganhava vida
Ganhava penugem
E saía correndo pelo terreiro atrás da galinha
Dizendo piu-piu!…
Era transformação demais para a minha compreensão!
Era mágica!
Lembro como se fosse agora:
Afastei ao extremo as mini -perninhas
E sem pena
Vi romper-se a pele!…
Era uma carninha amarelada
Com vasinhos sanguíneos por cima…
Outro, para confirmar!
E mais outro!
Pronto!
Agora, já chega,
Devo ter pensado…
Curiosidade satisfeita,
Cobri os pintinhos com o pó de serra que forrava o chão do poleiro….
Mais tarde…
– “Quem fez isto?… ”
Perguntou meu pai, indignado.
Nunca se descobriu quem foi!
Podia ser qualquer um, menos eu.
Eu era santa.
Ai que vontade de revelar a verdade para meu pai agora!
Mas não posso.
Não consigo rasgar o véu do mistério
Que é o paradeiro dos que já se foram…
BH, 29/04/2015
Euna Britto de Oliveira
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