A cidade na névoa, vista da estrada…

A cidade dorme…
Em breve, vai despertar!
A cidade acorda na névoa.

Há névoa…
Fria manhã de neblina
Em novembro.
Desenovelo o filme,
A trama é de novela.
Dilui-se a cidade com suas luzes
Ou revela-se…

Eu sempre soube que escrever á bom, é gostoso!
Quando dirige,
Salvino aproveita as paradas no trânsito
Para escrever…
Escreve poemas.
O trânsito contribui para o stress.
Escrever salva do stress que o trânsito distribui
Nos engarrafamentos…

Volto à cidade
Em sua névoa…
Diáfana película
Entre mim e as casas!…
Diviso as coisas a pouca distância.
As mais distantes, nem o terceiro olho alcança!
Adivinho-as.
Então, é ele que as alcança!…
Até os caminhos precisam ser adivinhados,
Quando há neblina…

A estrada vai me levando por onde bem entende!
Faz curvas acentuadas,
Espreguiça-se em retas,
Retoma as curvas fechadas,
Dá a colher-de-chá de uma cachoeira
À sua beira!…

Como o que é bom dura pouco,
O que é belo, na paisagem,
Desaparece rápido!

Euna Britto de Oliveira