À MINHA MÃE

E nem foi tanto assim
Que a vida lhe sorriu…
Mas por pura teimosia
Foi feliz até o fim
Sorria com o nosso sorrir,
Acalentava o nosso chorar…
E num dia triste de abril
Ela se levantou, sem paralisia…
E foi andando firme, ereta…
Como se levada por alguém…
E nós ficamos cantando:
“Segura na mão de Deus e vai”.

Celeste
junho/99


 

Euna Britto de Oliveira