A Overdose

Overdose de mim
Esvazio-me
Descubro enfim meu estopim
A paciência acaba
Finda-se a tolerância
Afundo meu pé na lama
E é em peixe que piso
Gula e luxúria da carne
A governança é do espírito
Não sei se às vezes esqueço
Ou só às vezes me lembro
Novembro, dezembro, relembro…

Belo Horizonte, 20/11/2015

Euna Britto de Oliveira