Flechas de fogo, famintas,
Voam em minha direção.
Uma multidão de sim(s)
Que querem dizer – não!–.
Quem pode com a traição?

Estou em estado de Poesia,
Parece estado de graça.
Nada me atinge,
A não ser minha própria sintonia.
Penso no Pai,
Chego pra lá, um pouquinho,
E, sem dizer –ai!–,
O mal passa…

O mal deixa rastro.
Ao longe,
Vejo a fumaça…

O mal deixa resto.
Bem próximo,
Noto uns estragos…
Nada que Deus não conserte,
Com seus amorosos afagos…

Muitos de nossos pecados
Já estão pagos.
Alguém rasgou o documento de dívida
Que existia contra nós!

Euna Britto de Oliveira