O que é que eu faço com esse dia longo, branco,
que a humanidade morta desejou e não teve?
O que é que eu faço com esse corpo completo,
repleto de perfeições?…
Se tardar, eu me embaraço.
Não há remédio para o meu tédio…
Qual é minha raça?
Qual é minha taça?
Boi de carro em recesso,
sem o peso da canga,
sinto o excesso que é parar.
Ai, por que foram assim me treinar?…
Antes, eu sabia de tudo.
Agora, condicionada,
minha condição não melhorou nada.
Sem objetivo,
nem um adjetivo para me apascentar!…
Estou apenas de férias,
e quando me aposentar?…
Confio no Espírito Santo,
que me há de iluminar!!!…
que a humanidade morta desejou e não teve?
O que é que eu faço com esse corpo completo,
repleto de perfeições?…
Se tardar, eu me embaraço.
Não há remédio para o meu tédio…
Qual é minha raça?
Qual é minha taça?
Boi de carro em recesso,
sem o peso da canga,
sinto o excesso que é parar.
Ai, por que foram assim me treinar?…
Antes, eu sabia de tudo.
Agora, condicionada,
minha condição não melhorou nada.
Sem objetivo,
nem um adjetivo para me apascentar!…
Estou apenas de férias,
e quando me aposentar?…
Confio no Espírito Santo,
que me há de iluminar!!!…
Belo Horizonte – 1980
Euna Britto de Oliveira
