Aprendizagem

Jogo minha força na aprendizagem dessa arte
que me obriga a ver primeiro o outro
e só depois a mim mesma.

Bato com a cabeça na parede, no teto,
no maltrato do arquiteto…

Estou sofrendo o cerco antigo
das prisões do corpo,
de um tempo em que o espírito não sabia escapar,
dar os seus passeios e depois voltar,
sem droga, sem mantras, sem nada…

Um morto escapole tão perfeitamente a um cerco,
que não reaparece,
nem que lhe ofereçam o maior prêmio da loteria,
a fonte dos desejos,
os beijos que não teve…
Tudo isso para ele agora é sobejo.
Ai, o que vi, verei
e vejo…

Euna Britto de Oliveira