De tudo que é de sol, eu gosto!
Da carne-de-sol,
da clave de sol,
do quiosque ao sol,
do girassol…

Que coisa mais fresca é a estrada no bosque,
de vez em quando uma curva,
uma fonte,
uma pescaria…
Pedras,
ramagens e flores,
resíduos de limo…
Nunca mais ouvi falar em limbo!

As saias das samambaias do campo
parecem um corpo de baile,
com as bailarinas plantando bananeira!!!…
O rosto delas,
a gente não vê,
não vão se mostrar!

Estática coreografia.
Tomagem cenográfica de um filme
em que não se pensou…

Certos ambientes limpam a gente!
Outros nos deixam encardidos…


Foto: Pamukale – Turquia.

Euna Britto de Oliveira