Quando tudo mais é sério em volta de mim!
Leio versos de Elisa Lucinda,
De furiosa beleza.
Sério é o teu não-sorriso
Enquanto falas dos perigos que há na ante-sala do fim.
Esta noite, na cozinha, não há perigo de explosão.
Falta combustível, não há mais gás no bujão.
Ainda que a contra-gosto,
Farei segredo do teu masculino desejo.
Queria que fosse de domínio público o amor que há em mim.
Vou cozinhando a verdade em fogo brando…
Entrada franca são teus braços em arco
Para a liberdade da minha embarcação…
Bonito é ver um filho único sem a túnica dos poderosos!…
Vejo-te!
O besouro negro não pára de voar no quarto
Por causa da lâmpada acesa.
Nós dois gostamos de luz!
Nunca te vi franciscano.
Sempre estás bem-pronto, malhado, cheiroso…
Melhor me recolher com a noite
Que já estendeu seu manto de veludo negro
Sem estrelas mesmo!
Certas coisas boas, já nasci sabendo.
Outras, ainda estou aprendendo…
Se somes,
Fico remoendo..
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