Carícia

Eu te aliso, meu marido,
tua barba, tuas lembranças todas,
teu peito nu,
o dorso das tuas mãos salvadoras,
tua nuca nunca proibida,
tuas costas largas…
E o faço tão suavemente
que teu corpo físico nem dá notícia,
só o de éter…
Depois, descanso teus pés em água morna,
repouso-os em meu colo, em meu solo,
enxugo-os com uma toalha branca e fofa,
corto as unhas dos teus pés,
passo creme hidratante para sarar
da aridez dos caminhos, e não paro por aí…
Arremato com umas cócegas…
Aspiro teu cheiro de homem
que marca tua camisa listrada
e respiro aliviada.
De novo, espero o amanhã.
Estou alimentada.

Eu te aliso, meu marido,
tua barba, tuas lembranças todas,
teu peito nu,
o dorso das tuas mãos salvadoras,
tua nuca nunca proibida,
tuas costas largas…
E o faço tão suavemente
que teu corpo físico nem dá notícia,
só o de éter…
Depois, descanso teus pés em água morna,
repouso-os em meu colo, em meu solo,
enxugo-os com uma toalha branca e fofa,
corto as unhas dos teus pés,
passo creme hidratante para sarar
da aridez dos caminhos, e não paro por aí…
Arremato com umas cócegas…
Aspiro teu cheiro de homem
que marca tua camisa listrada
e respiro aliviada.
De novo, espero o amanhã.
Estou alimentada.

Euna Britto de Oliveira