Entre a pedra e o fogo
Um desafogo.
Na cadência das horas forçadas
Defendo as vistas da brasa
E fixo a labareda!
Um desafogo.
Na cadência das horas forçadas
Defendo as vistas da brasa
E fixo a labareda!
O que me enreda
É um arremedo de malha,
Essa chuva que molha minha noite
E não apaga o fogo
Nem o foco de luz desse jogo
Que brinca comigo
De palhaço e multidão!!!…
Esse vazio
O nome dele é solidão
E é da maior utilidade!
Nele, nas cadeiras vagas
Coloco os amigos novos
E a visita mais desejada!…
No vaso sem água e sem flores
As rosas que ganhei ontem
Pra receber amanhã!
BH, 29/05/00.
Euna Britto de Oliveira
