Couve fininha eu não corto
Mas curto tirar a casca da laranja
Em forma de fita em espiral
E quanto mais o outro tenta e não consegue
Mais convencida eu fico
De que sei mesmo fazer a coisa
Que seria uma habilidade a menos
Caso eu não o conseguisse…
Depois coloco pra secar à sombra
Em improvisado varal
Vou fazer o que com elas?
Há quem faça chá
Ou queime para afugentar mosquitos
No meu caso eu só quero
Repetir o que faziam
Na casa da minha avó
Quando eu era criança
E observava encantada
A fita que se descolava da laranja
Que eu esperava e chupava
Nem lembro quem descascava
Lembro que era mágico
E eu adorava!…
Euna Britto de Oliveira
