Meço as distâncias e a força.
Gostaria de ser vidente,
Mas não sou.
Na verdade, eu o sou,
Mas apenas um pouquinho!…
Um
Pouquinho
Só!
Melhor dizendo,
Clarividente!
Eu leio números,
Leio a casa descascada,
Leio as cascas desprezadas, das cigarras…
Não leio as linhas das mãos,
Mas leio os calos das mãos que trabalham…
Leio cara feia e cara bonita,
Leio desculpas,
Leio segundas-intenções mal disfarçadas;
Algumas vezes, leio má-fé.
Leio fome de alimento no corpo físico,
E fome de amor, no coração e na alma…
Leio fidelidade nos homens fiéis;
Leio ágios,
Pedágios,
Presságios;
Leio cartas dos amigos,
Mas não leio as do baralho.
Leio e-mails, revistas, jornais…
Leio uns sempres e uns jamais…
Leio fogo de lenha seca
E fumaça de lenha verde ou molhada…
Leio perigo na encruzilhada,
Leio dor na face de mãe que vê faca pra o filho apontada!
Leio amor em cada noite estrelada!…
Gostaria de ser vidente,
Mas não sou.
Na verdade, eu o sou,
Mas apenas um pouquinho!…
Um
Pouquinho
Só!
Melhor dizendo,
Clarividente!
Eu leio números,
Leio a casa descascada,
Leio as cascas desprezadas, das cigarras…
Não leio as linhas das mãos,
Mas leio os calos das mãos que trabalham…
Leio cara feia e cara bonita,
Leio desculpas,
Leio segundas-intenções mal disfarçadas;
Algumas vezes, leio má-fé.
Leio fome de alimento no corpo físico,
E fome de amor, no coração e na alma…
Leio fidelidade nos homens fiéis;
Leio ágios,
Pedágios,
Presságios;
Leio cartas dos amigos,
Mas não leio as do baralho.
Leio e-mails, revistas, jornais…
Leio uns sempres e uns jamais…
Leio fogo de lenha seca
E fumaça de lenha verde ou molhada…
Leio perigo na encruzilhada,
Leio dor na face de mãe que vê faca pra o filho apontada!
Leio amor em cada noite estrelada!…
Eu levo a crise da criatura inacabada…
Belo Horizonte, 1992
Euna Britto de Oliveira
