Lágrima fácil aflorou-me aos olhos.
Passei pela ponte que ainda não caiu
Passei pelo homem que ainda não sorriu
A água cobria a estrada,
As cobras picavam o nada…
Nada sai do nada,
Então, eu sou.
Desde quando, não sei.
Berçários sugerem-me o cuidado natural
E necessário
Que devemos ter para com os novos.
Esperam dos mais velhos a obrigação de saber,
Mas estes nem sempre sabem.
Às vezes, o coração faz menção de enguiçar,
É melhor viver sem hipertensão.
Há quem faça da ambição uma vocação…
A ambição desmedida leva ao pecado,
E o pecado leva à morte.
A ambição desmedida é a hipertensão da alma.
Para atingir os fins,
Importam os meios,
Que podem ser tijolo por tijolo…
Vingança, não.
Matança de inocentes, também não.
A adversidade habilita,
A Universidade, também.
O que habita no mais alto dos céus
Deixou tudo certo,
Os erros são nossos.
Arquemos!…
Penso em arqueiros
Em alqueires
Em marmita enferrujada
Em coisas que a rede errada
Não traz…
Quando eu tinha 12 anos
O mundo já tinha bilhões…
Tenho só uma coruja
E não sei quantas coragens!…
Fomos feitos para durar?
Claro que não.
Basta nos tocar
E ver de que somos feitos.
O vento balança a porta.
A rede… não balança ninguém.
Euna Britto de Oliveira
