Conviva

Minha atração levou-me ao rito maronita,
onde um padre sírio, sério
celebrava em aramaico.
De embrulho e bolsa, comunguei com os santos…

Um operário em estado de graça
ajudava a construir o canto:
“Se alguém me acolhe com gratidão,
faremos juntos a refeição”.

Naquele dia, eu havia almoçado com a Ana.
Agradeci.
Segui a planta do salmo,
sem saber que o ia cumprir:

“Quem, Senhor, poderá ser hóspede
do Vosso tabernáculo?…”



Para Ana Maria Braga (que não é da Televisão…).

Euna Britto de Oliveira