Em circunvoluções,
a moça contorce o ventre
ao som de um canto árabe,
acompanhado de ritmos de derbaque…
Estende o véu em varal nenhum
e o sustenta,
para lançá-lo outra vez sobre o nada…
Há sininhos em suas mãos…
Em suas vestes, barulhinhos de metal,
contas enfiadas que se tocam…
a moça contorce o ventre
ao som de um canto árabe,
acompanhado de ritmos de derbaque…
Estende o véu em varal nenhum
e o sustenta,
para lançá-lo outra vez sobre o nada…
Há sininhos em suas mãos…
Em suas vestes, barulhinhos de metal,
contas enfiadas que se tocam…
No camarim,
muitas mulheres retocam a maquiagem
e alongam a beleza dos olhos…
Equilibrando candelabros, velas acesas,
vão dançar sem se queimar!
Coreografia difícil, que agrada fácil!…
Dançam com a espada,
dançam com os bastões…
Pisam no palco e nos corações!…
A vaidade dança orgulhosamente em mim!…
Uma das moças é minha filha…
Para Christiane
Euna Britto de Oliveira
|
|
