Derviche dançante

O monge não para de dançar,
Desde que veio da cidade de Konya,
Na Turquia.
É um derviche dançante.
Roda, sem parar, para entrar em êxtase,
Desligar-se do mundo material
E atingir o mundo espiritual!

Roda, sem parar,
Braços a b e r t o s,
Ampla saia rodopiante!…

Há seis anos, ele dança!…
Roda, roda, roda…
Desde um certo mês de maio…

Eu o contemplo,
De vez em quando,
E me pergunto:
Até quando o monge vai dançar?!…
O monge dança para Alah!
Nunca o monge vai parar!

Num pratinho dourado,
O monge,
Que veio de
Lá longe…

Euna Britto de Oliveira