De Nordeste,
De ondas morenas
Grandes e pequenas…
O que será que o mar quer comigo?
Acariciar-me, eu sei.
Levantar-me, levitar-me, também sei.
Só não sei o dia e a hora
Com que controla minha demora…
Troveja em mim
A hora da decisão!
Trovas que escrevo no escuro
São luzes sobre as trevas futuras…
Não me arvoro em profetisa,
Sou ainda poetisa.
Daqui até virar santa,
O caminho é looooongo!….
Haja paciência!
Haja clemência!…
Ser santo é ser todo são!
É para isto que aqui
Todos estamos!…
Até os estames de cada flor
Louvam ao Senhor!
Cristo era judeu e asiático,
Dos filhos do homens,
O mais belo e mais simpático!…
Não quero mais saber de reses
Que as serpentes picam
E morrem envenenadas…
Ter e não saber onde está
É o mesmo que não ter.
Não ter e saber onde encontrar
É o mesmo que ter.
Vou folheando as falhas
De minhas falas escritas…
De vez em quando, corrijo verbos
E verbalizo versos.
Os meus momentos calados
São diversos…
Olho o céu
E avisto cúmulos…
Os monumentos caiados
Nem sempre são túmulos…
Por toda parte,
Erros e acertos…
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