ELA ANDA E DESANDA…

ELA ANDA E DESANDA!…

Ela chegou
Toda tomada banho, limpinha
Sentou-se à mesa sozinha
E se alimentou do que havia
Grãos, carne, comida fria
Depois vagou pela casa
E descansou num divã
Passado um tempo redondo
Começou o seu trabalho hediondo
E foi matando, matando
Acabando com a vida latente
Que encontrava pela frente
Matando qualquer alegria
Essa força que anima a gente
Montou em seu cavalo alado
E partiu em busca de vidas…
A morte é assim
Quer ver todo mundo bem triste
E quem ela consegue pegar de jeito
Leva pra comer capim pela raiz
No frio e derradeiro leito!…

Euna Britto de Oliveira
BH, 06/04/2018