Estufa de aves raras,
O Amor de Deus tem mil caras…
Na sacola quadrada
Que é o quarto da barraca
Prendem-se vagalumes
Que um “zipper” infinito,
Qual uma mini-estrada de ferro
Com um trenzinho,
Se fecha para não soltar…
Só para o menino ver
As estrelinhas de carne!…
O Amor de Deus tem mil caras…
Na sacola quadrada
Que é o quarto da barraca
Prendem-se vagalumes
Que um “zipper” infinito,
Qual uma mini-estrada de ferro
Com um trenzinho,
Se fecha para não soltar…
Só para o menino ver
As estrelinhas de carne!…
Eu leio nas entrelinhas a bondade de Deus.
Insetos de todos os tipos,
Borboletas coloridas,
Grilos que sabem saltar!
Fez até os luminosos…
Volto à cidade.
O menino faz ventosa
Em minha barriga
Com sua boca limpa
E eu morro de rir, de cócegas!…
Quando se abrir a boca do tempo para a minha saída,
Se me for permitido lembrar…
Vou ter saudades dessas coisas leves,
Dessas coisas densas
Que não se podem levar…
O bom da vida é que quando esta acaba,
Tem outra!
Que perfume bom
O daquela folha dura e quebrada!
Sou dotada de sentimentos por todos os lados!…
Euna Britto de Oliveira
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