A morte é a faxina final,
e o que será de mim, meu Deus,
se não me achares razoável?
Com que Empresa e produtos virás me detergir?

De forma facilitada e diária,
purifica-me!
Interdita meus escuros
e escusos acúmulos.
Ilumina-me, ó Pai,
a partir do porão.
Não como ao vaga-lume tonto
na noite escura,
que macerei na parede
só pra ver fosforescências!…
Pois tinha brilho de estrelas na cauda,
e isso me tentava!…

Purifica-me,
de preferência por dentro,
a parte que pode escapar…


Ilustração: Uma foto de Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face,
com sua permissão…

Euna Britto de Oliveira