De repente,
Um amor pela China,
Suas estepes
E uma menina…
A China, onde há gente como grãos de arroz,
Pode até ter sido amarga,
Mas é larga, distante,
Desconhecida,
Com sua grande muralha,
Uma mulher gorda com uma fazenda mínima
E suas galinhas
Que falam a mesma linguagem das minhas…
Que mistérios há na China?
Tudo que ninguém me ensina.
Um amor pela China,
Suas estepes
E uma menina…
A China, onde há gente como grãos de arroz,
Pode até ter sido amarga,
Mas é larga, distante,
Desconhecida,
Com sua grande muralha,
Uma mulher gorda com uma fazenda mínima
E suas galinhas
Que falam a mesma linguagem das minhas…
Que mistérios há na China?
Tudo que ninguém me ensina.
28 de junho de 1993 – Ontem,
Vi um castelo normando
Construído no Brasil
E gostei!
Está à venda,
Suas obras de arte irão para leilão
À parte.
Quem comprar o castelo
Deveria comprar tudo,
Para não descaracterizá-lo…
Eu não compraria o castelo,
Mesmo se pudesse.
Bastaria vê-lo, visitá-lo.
As belezas que vejo
Ficam sendo minhas,
Impressas no arquivo da memória,
Sou boa em abstrações.
Não precisaria limpar o castelo, nem retocá-lo,
Nem gastar com manutenção,
Nem ter responsabilidade com criadagem.
Ele apenas refulgiria, de vez em quando,
Quando eu o evocasse,
Para me dar euforia
Ou talvez até nostalgia…
Trocam-se os donos…
E o castelo fica.
Ás vezes, ficam os donos
E o castelo não se edifica,
Não se reedifica!…
Manias do homens…
Euna Britto de Oliveira
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