Acho mais fácil inventar poesia
Do que fazer um almoço.
Novamente a Páscoa!
No canteiro central da avenida,
A palmeira transplantada
Já se igualou às demais!…
Não é a imperial, mas impera, em meio às outras árvores,
Do mesmo jeito que suas concorrentes mais nobres!…
Piso em falso e me reequilibro
Na tênue linha que separa o saber do não saber,
O acreditar do não crer…
Formas de vida são muitas – Vão do átomo ao anjo!…
Esgotaram-se todos os prazos para o prazer de plantar.
Lá fora, chove!…
Vejo que ninguém se esqueceu de sombrinha.
Chove, chuva!…
Chove para o João!…
Chove e molha o ar, enlameia o chão!…
Chove em mil gotinhas,
Vem nos dar o pão!
Vem renovar as rosas!…
Euna Britto de Oliveira
