MEU SANGUE PRA VOCÊ NÃO!…

MEU SANGUE PRA VOCÊ, NÃO!…

Longo e magro, faminto
Pousou sobre o meu braço direito
Preparava – se para nutrir – se do meu sangue
Antes que começasse a me sugar
Ainda acordada e no claro
Percebi a indesejável presença.
Alcancei a raquete elétrica
E estorriquei – o!
Foram tantos esses dias!…
Mas o único que vi cara a cara foi o desta noite.
Peguei – o no ”flagra”, coitado!
Muito leve e magro
Talvez fosse uma fêmea.
Ouvi dizer que só as fêmeas picam.
Não sei.
Não sei o sexo dos mosquitos
Só sei que tem sido uma batalha inglória
A nossa contra essas vidinhas que Deus achou por bem criar!
Alguma utilidade devem ter!
Ou não.

Euna Britto de Oliveira
BH, 07/04/2019