Silêncio!…
As mães nascem tão pequeninas!…
São anjos descidos do céu
Que se transformam, por enquanto,
Por encanto, em mulheres.
Para lá
Retornarão um dia,
Santificadas.
O trigo na haste
E o desgaste
Que as máquinas fazem nos grãos…
É o caminho do pão.
Apenas uma comparação.
Forçosamente penso em partos.
A qualquer hora,
Nos hospitais do mundo,
Entre dores
Contrações
Dilatações
Apreensões
Médicos e
Enfermeiras
Placentas
Cordões umbilicais
Intervenções cirúrgicas
Cuidados e desvelo…
Há o choro inaugural da vida!…
São os nascimentos.
Nos lugares mais ermos
E desassistidos,
Parteiras de saber intuitivo
Ajudam a abrir as porteiras do mundo
Para novas vidas…
E há os partos solitários,
Com médicos invisíveis…
Tempo de plantar e de cultivar.
Resguardo.
Tempo de colher.
Aguardo.
Sou mais que eu mesma!
Multiplico ações!!!…
Sou várias!…
Euna Britto de Oliveira
