Estradas desenrolam o mundo diante dos que viajam…
Piso com pés de prumo a parede lisa, perpendicular e virtual
Que já estava construída antes de mim!
Lâminas transparentes que o tempo fura
Para clarear e enverdecer a noite mais obscura!…
No Olimpo, Zeus não está,
Ele nunca esteve lá.
Emoções digitadas na metade da alma…
Na outra metade, bem comportada, a razão.
Com meio pulo entro no meio do rio
De leito estreito e forte correnteza!…
Pego a beleza do manto da mata
Com embaúbas esbranquiçando seu verde constante
Que implora pra nunca ser cortado!
Gosto de ver montanhas azuis!…
Dessas a que a distância dá o colorido de sonho no horizonte distante…
A poesia, quando não jorra, pinga…
Mas nunca seca de todo.
Água que escorrega sobre a pedra dá brilho à pedra,
Por mais escura que seja!
Escada e meia, escada maia desmaia ao pé da montanha…
Subir degraus,
Existe esforço maior?
Descer de graus,
Existe queda maior?
Se quero saltar fora,
Até a coragem vai embora…
Fico.
Crucifico o orgulho, a vaidade, o egoísmo…
A coragem agüenta!
Euna Britto de Oliveira
