Os olhos empapuçadinhos do menino,
Ainda rasos de lágrimas
Depois de convulsivo choro,
Denotam vontade, luta, reivindicação, cansaço…
E, por fim, aceitação.
Não querem lhe dar a faca.
O menino não entende o porquê,
Mas quer!
Com a faca, poderia cortar-se,
Mas quer!
Seu sangue poderia esgotar-se,
Mas quer!
Teimosamente, quer!
Não ganha a faca,
Ganha olhos empapuçados,
E uma colher.
O menino será o homem que vai querer a mulher.
E vai ganhar!
Quem vai chorar?
O homem,
Ou a mulher?…
Ainda rasos de lágrimas
Depois de convulsivo choro,
Denotam vontade, luta, reivindicação, cansaço…
E, por fim, aceitação.
Não querem lhe dar a faca.
O menino não entende o porquê,
Mas quer!
Com a faca, poderia cortar-se,
Mas quer!
Seu sangue poderia esgotar-se,
Mas quer!
Teimosamente, quer!
Não ganha a faca,
Ganha olhos empapuçados,
E uma colher.
O menino será o homem que vai querer a mulher.
E vai ganhar!
Quem vai chorar?
O homem,
Ou a mulher?…
Olhos empapuçados não vão sumir do mundo!…
A não ser que se chore a seco.
A não ser que se seque a dor.
E as cicatrizes se misturem com feridas curadas
De mil outras vidas passadas…
Passadas a limpo!
Como ouro nas peneiras dos garimpos…
Peneirado e só!
Ora, pepitas preciosas em mãos ansiosas por dinheiro…
Ora, jóias ociosas nos museus…
Enfeites para a imaginação de muitos!…
Euna Britto de Oliveira
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