Vem cá, meu Pai!
Minha vida, por aí vai…
Escondido atrás do mês,
O estrondo do trovão
Que virá quando menos se esperar!…
Cobrem-me de estrelas as paciências siderais!…
Com que ferro vou passar a roupa que ninguém sabe?…
Fazer safári, não quero.
Nunca vesti um sari indiano.
Estremeci entre os extremos de mim,
Corri perigo, sim!
O homem colocou o tempo no bolso e foi brilhar em outro lugar!
Pintei de azul as unhas do tempo,
Fez frio dentro de mim,
Muito frio e calafrio.
Arrepiei-me!…
Arrependi-me!
Estendi sobre a relva o lençol branco e amarelo,
Antiga bandeira de paz da feiticeira.
Estava quente e esfriou,
Os móveis da casa estalaram.
Sei lá o que é?
De mim, de Minas,
As meninas sabem notícias.
Submersa, submeto-me,
Até que as muitas águas passem…
Olho para o firmamento,
Carinho o globo terrestre.
Faço força e peço força!
Eu não teria tempo de repetir
Todas as despedidas que já fiz na vida!
Uma por uma, foram todas sentidas!…
Minha vida, por aí vai…
Escondido atrás do mês,
O estrondo do trovão
Que virá quando menos se esperar!…
Cobrem-me de estrelas as paciências siderais!…
Com que ferro vou passar a roupa que ninguém sabe?…
Fazer safári, não quero.
Nunca vesti um sari indiano.
Estremeci entre os extremos de mim,
Corri perigo, sim!
O homem colocou o tempo no bolso e foi brilhar em outro lugar!
Pintei de azul as unhas do tempo,
Fez frio dentro de mim,
Muito frio e calafrio.
Arrepiei-me!…
Arrependi-me!
Estendi sobre a relva o lençol branco e amarelo,
Antiga bandeira de paz da feiticeira.
Estava quente e esfriou,
Os móveis da casa estalaram.
Sei lá o que é?
De mim, de Minas,
As meninas sabem notícias.
Submersa, submeto-me,
Até que as muitas águas passem…
Olho para o firmamento,
Carinho o globo terrestre.
Faço força e peço força!
Eu não teria tempo de repetir
Todas as despedidas que já fiz na vida!
Uma por uma, foram todas sentidas!…
BH, Maio de 2014
Euna Britto de Oliveira
