Atravessei a ponte
Que cruza o rio das Mortes,
Aquele da História,
Da Guerra dos Emboabas…
Vi velocidade e redemoinho em suas águas
Que chuvas torrenciais tornaram mais barrentas!…
Não fui, de maria-fumaça,
A Tiradentes, jóia de cidade histórica!…
A poucos quilômetros de
São João del Rei,
Dir-se-ia uma Ouro Preto menor!
A maria-fumaça, que é o charme da viagem,
Fica pra outra vez,
Fui lá de carro mesmo…
Mas assisti à manobra, em círculo,
De uma locomotiva
Em fim de linha
Para mudar de direção.
Não visitei a rotunda,
Onde os trens ficam guardados…
Vi as igrejas só por fora,
Estavam todas fechadas.
A casa onde Bárbara Heliodora nasceu…
O solar dos Neves, de Tancredo e sua Família…
A loja do escultor, Sr. Fernando,
Sua viúva
Seus altares
Seus santos…
São João del Rei,
Não se visita num dia!
Famílias tradicionais
E as ruas de lojas e
Escolas
E…
Na Estação Meteorológica da cidade,
Observatório do tempo,
O Sr. Mauro Carlos d´Assunção Figueiredo,
Que entende de Meteorologia,
Prevê o tempo,
Relembra o seu ex-trabalho…
As estrelas, tanto velhas quanto novas,
Independente da magnitude de cada uma,
Espiam São João del Rei
Com o respeito que se deve a um Rei!
Ou a uma Rainha!…
São João del Rei,
Essa cidade que não é minha,
A todos que vão lá,
Ela carinha…
Caminha, estrela Dalva!…
Mostra a Estrada Real,
Que ia de Diamantina ao Rio de Janeiro,
Passando por São João del Rei…
Mostra os caminhos de Minas
Ao povo brasileiro!
Anda, querida estrela!…
Guia!…
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