A cidade estende suas ruas, como tapetes,
Para quem quiser passar, ou passear…
De paralelepípedo ou asfalto,
Longos tapetes cor de cinza
Ladeados por calçadas.
Os carros passam
E a cidade não os alcança,
Sua velocidade é incompatível com o ritmo da cidade…
Colada à terra,
Há um pedacinho meu que voa…
Visita mares e desertos,
Quem está longe e quem está perto.
A fome sedentária mora em mim e não me deixa,
A fome de alimentos imperecíveis.
A primeira vez que vi o mar,
Nem pude entrar…
Tenho fome de seu sal.
Tenho lágrimas
Mas não quero chorar.
Molho-me com sorrisos,
Por ter visto quem eu queria!
Gasto-me no gosto de agradar
E inauguro uma vocação para a cozinha…
Há mais poesia do que poeira sobre a face da terra.
Há poesias empoeiradas…
Espano o pó que as oculta.
De repente,
Vejo como a terra brilha!
Na festa das palavras,
Os representantes de Minas…
Penso um poema para mimar minhas meninas…
Para quem quiser passar, ou passear…
De paralelepípedo ou asfalto,
Longos tapetes cor de cinza
Ladeados por calçadas.
Os carros passam
E a cidade não os alcança,
Sua velocidade é incompatível com o ritmo da cidade…
Colada à terra,
Há um pedacinho meu que voa…
Visita mares e desertos,
Quem está longe e quem está perto.
A fome sedentária mora em mim e não me deixa,
A fome de alimentos imperecíveis.
A primeira vez que vi o mar,
Nem pude entrar…
Tenho fome de seu sal.
Tenho lágrimas
Mas não quero chorar.
Molho-me com sorrisos,
Por ter visto quem eu queria!
Gasto-me no gosto de agradar
E inauguro uma vocação para a cozinha…
Há mais poesia do que poeira sobre a face da terra.
Há poesias empoeiradas…
Espano o pó que as oculta.
De repente,
Vejo como a terra brilha!
Na festa das palavras,
Os representantes de Minas…
Penso um poema para mimar minhas meninas…
Euna Britto de Oliveira
