Foi-se o tempo em que havia 3 horas sobre o relógio da parede,
uma rede vermelha na praça,
os arreios de um cavalo,
um rio, um poço, um remanso
e a mansidão do ano…
Um mês de cada vez!
De cabeleira “rastafari”,
a fera mais fulva da selva entra em minha sala,
ajeita-se ao lado do piano,
deita-se,
vigia…
E faz um plano!…
Compensa pensar em pau, em pedra, em madeira?…
Compensa prensar papel?…
Compensa guardar metal?
Compensa ser ou deixar que outra seja a favorita?…
Com pinça, retiro fios das sobrancelhas…
Isto compensa!
Euna Britto de Oliveira
